Aproximando-se a primavera, a indústria da moda já olha para as próximas temporadas, mas a Alta-Costura Primavera-Verão 2026 — que ocorreu em Paris de 26 a 29 de janeiro de 2026, segundo o calendário oficial publicado pela Fédération de la Haute Couture et de la Mode (FHCM) — continua a ser tema de conversa. Sua programação, particularmente densa, confirmou a centralidade de Paris no ecossistema global da costura, com um alto número de casas convidadas de todos os continentes.
Um calendário oficial marcado por convidados internacionais
O calendário publicado pela FHCM destacou, entre as casas convidadas, nomes como Germanier (Suíça), Miss Sohee (Coreia do Sul / Reino Unido), Rami Al Ali (Síria / Emirados), Celia Kritharioti (Grécia), Phan Huy (Vietnã / França), Ashi Studio (Arábia Saudita), Peet Dullaert (Países Baixos), Aelis (Itália), Robert Wun (Hong Kong / Reino Unido) e Zuhair Murad (Líbano). Ao lado de casas membros permanentes como Chanel, Dior, Givenchy ou Jean Paul Gaultier, este painel ilustra a vontade declarada da FHCM de ampliar a definição de Alta-Costura para sensibilidades mais internacionais.
Schiaparelli, Daniel Roseberry e o efeito Zendaya
Entre os destaques midiáticos da temporada, o vestido Schiaparelli usado por Zendaya em abril causou sensação. Segundo a Marie Claire, a peça desenhada sob a direção artística de Daniel Roseberry exigiu um trabalho considerável dos ateliês — um número citado pela imprensa de moda refletindo a dimensão excepcional do projeto. Além do buzz, o episódio lembra a importância das embaixadoras celebridades no ecossistema da costura contemporânea, onde cada tapete vermelho se torna uma plataforma de difusão mundial.
O surto de formatos híbridos
A temporada de 2026 também confirmou uma tendência de fundo: a diversificação de formatos. Várias casas optaram por apresentações mais intimistas, por vezes prolongadas por instalações ou colaborações artísticas. Nesta lógica também se inscreve a peça coreográfica "Haute Couture" de Josépha Madoki, apresentada no Pavillon de Romainville em março de 2026, segundo Le Journal La Terrasse, que mistura desfile e waacking e ilustra a crescente porosidade entre costura e artes vivas.
Um ecossistema francês que consolida sua posição mundial
A FHCM publica a cada temporada uma agenda completa de desfiles Prêt-à-Porter e Alta-Costura, cuja edição de 2026 foi detalhada pela FashionUnited. Esta publicação sublinha a robustez do dispositivo parisiense, que combina casas históricas, jovens designers e convidados internacionais num calendário coordenado. Para compradores, jornalistas e clientes privados, esta malha faz de Paris um ponto de passagem obrigatório do calendário mundial do luxo, à frente de Milão, Nova York e Londres para a costura especificamente.
A opinião da IA
A Alta-Costura parisiense de 2026 consegue um importante equilíbrio: preservar sua aura de laboratório artístico ao mesmo tempo que se abre a uma nova geografia criativa. O sucesso de casas como Robert Wun, Miss Sohee ou Ashi Studio prova que a costura não é mais um reduto franco-italiano: ela se torna um palco mundial do qual Paris permanece a capital. O desafio para a FHCM será acompanhar esses talentos sem ceder à tentação da excessiva eventização. A costura vale pela sua lentidão, sua mão, seu silêncio — e é isso que ela deve defender.
A reter
- Alta-Costura Primavera-Verão 2026 organizada em Paris de 26 a 29 de janeiro de 2026.
- Calendário oficial publicado pela FHCM (Fédération de la Haute Couture et de la Mode).
- Casas convidadas: Germanier, Miss Sohee, Rami Al Ali, Robert Wun, Zuhair Murad, Ashi Studio, Aelis, Peet Dullaert, Celia Kritharioti, Phan Huy.
- Vestido Schiaparelli usado por Zendaya, um dos destaques virais da temporada.
- Paris consolida sua posição como capital mundial da Alta-Costura diante de Milão, Londres e Nova York.
Fontes:




