A indústria global de jogos de vídeo ultrapassou em 2025 o marco simbólico de 250 mil milhões de dólares em receitas, de acordo com o relatório anual da Newzoo publicado em março de 2026. Este valor, que inclui as vendas de jogos, microtransações, subscrições, cloud gaming e receitas de e-sports, supera agora as receitas combinadas do cinema mundial (42 mil milhões), da música gravada (31 mil milhões) e do streaming de vídeo (115 mil milhões). Com 3,4 mil milhões de jogadores em todo o mundo — ou seja, 42% da população mundial —, os jogos de vídeo já não são um passatempo de nicho: são o principal entretenimento da humanidade. (Fontes: Newzoo, MPAA, IFPI, Ampere Analysis)
O cloud gaming, há muito limitado pelas restrições de largura de banda, assiste a uma explosão graças à implantação do 5G e da fibra óptica. O Xbox Cloud Gaming (Microsoft) reivindica 45 milhões de subscritores, enquanto o GeForce Now (Nvidia) conta com 35 milhões. O modelo económico evolui para a subscrição "tudo em um": o Xbox Game Pass Ultimate, a 17,99 euros por mês, dá acesso a mais de 500 jogos em streaming em qualquer dispositivo — smartphone, tablet, TV conectada ou PC de baixo custo. A Sony respondeu com o PS Plus Premium, que agora integra o streaming de jogos PS5 em qualidade nativa. Esta democratização técnica elimina a barreira do hardware caro e abre o mercado a centenas de milhões de novos jogadores. (Fontes: Microsoft Gaming, Nvidia, Sony Interactive Entertainment)
Os e-sports institucionalizam-se a grande velocidade. O Comité Olímpico Internacional (COI) confirmou em fevereiro de 2026 a inclusão de competições de e-sports nos Jogos Olímpicos de Brisbane 2032, com cinco disciplinas selecionadas: League of Legends, Counter-Strike 2, Rocket League, Gran Turismo e um título móvel ainda a determinar. Os Jogos Olímpicos de e-sports, organizados à margem dos JO tradicionais desde 2023, alcançaram 45 milhões de espetadores durante a edição de Riade em 2025. Em França, a Federação Francesa de E-sports, reconhecida pelo Ministério dos Desportos, conta com 120 clubes filiados e 45 000 licenciados. Os prémios monetários dos principais torneios — The International (Dota 2), Worlds (LoL), PGL Major (CS2) — superam coletivamente os 200 milhões de dólares anuais. (Fontes: COI, Federação Francesa de E-sports, Esports Charts)
A realidade mista impõe-se como a próxima fronteira do gaming. O Meta Quest 4, lançado em janeiro de 2026, e o Apple Vision Pro 2, esperado em junho, propõem experiências de jogo imersivas que esbatem a fronteira entre o mundo real e virtual. O jogo Batman: Arkham Shadow, exclusivo Quest, alcançou 8 milhões de vendas em três meses — um recorde para a RV. Os estúdios franceses, historicamente poderosos neste domínio, destacam-se: a Ubisoft desenvolve um Assassin's Creed em realidade mista, enquanto o estúdio lionês Ivory Tower (Crew) prepara um título de corrida em RV para 2027. (Fontes: Meta, Apple, Ubisoft)
Em França, o mercado de jogos de vídeo atingiu 6,8 mil milhões de euros em 2025, tornando o país o terceiro mercado europeu, depois da Alemanha e do Reino Unido. O ecossistema francês — Ubisoft, Don't Nod, Focus Entertainment, Ankama, Voodoo — emprega diretamente 32 000 pessoas e beneficia de um crédito de imposto para jogos de vídeo (CIJV) reforçado para 30% das despesas elegíveis. A próxima Paris Games Week, prevista para outubro de 2026, promete ser um evento planetário com a presença confirmada da Nintendo, que revelará os primeiros jogos da sua Switch 2. Os jogos de vídeo franceses nunca foram tão criativos, tão internacionais e tão estratégicos. (Fontes: SELL, CNC, SNJV, Nintendo)




